LREC apresenta Sistema de Alarme de Aluviões da RAM (SAARAM) no SMARTFUNCHAL’17

O Laboratório Regional de Engenharia Civil (LREC) irá apresentar no dia 12 de maio no SMARTFUNCHAL’17 – Cities & Tourism Summit, um sistema inovador de comunicações com vista à identificação de Aluviões na Região Autónoma da Madeira.

Trata-se de um projeto implementado pela Wavecom , parceiro do evento organizado pelo Município do Funchal e que, além dos temas relacionados com o Smart Tourism, engloba ainda tópicos e casos concretos e específicos da Madeira. Tópicos como a Resiliência, Sustentabilidade, Energia e Telecomunicações por exemplo, são estruturais para que todos os sectores económicos se desenvolvam e floresçam.

A situação especifica dos aluviões na RAM preocupa autoridades e entidades publicas, regionais e locais que unem esforços no desenvolvimento de projetos e ações que contribuam para a detecção e prevenção de destruição causada por estes fenómenos naturais.

Carlos Neves, Responsável pelo Sistema de Suporte e Manutenção do LREC, irá expor no SMARTFUNCHAL’17 um desses projetos que inclui a última geração de Redes de Comunicações em que a WAVECOM assume um papel relevante na iniciativa, fruto do seu know-how e competência reconhecida nacional e internacionalmente no sector.

 

Explicação do projecto

Comunicações do Sistema de Alarme de Aluviões da RAM (SAARAM)

 “A orografia complexa da ilha da Madeira, simplista e sumariamente caracterizada por vales profundos escavados em solos vulcânicos, com margens de inclinação acentuada, potencia os regimes torrenciais na principal rede hidrológica durante os períodos de precipitação intensa, regimes esses que associados a movimentos de massa em vertentes – por vezes agravados por fenómenos de erosão acelerada na sequência de incêndios florestais, potenciam os riscos de inundações e de aluviões nas zonas costeiras.

A Região Autónoma da Madeira tem sido alvo de aluviões de intensidade significativa em diversas ocasiões ao longo da sua história, eventos caracterizados por cheias rápidas e violentas, com transporte de material sólido em concentrações elevadas e são causadores de devastações fulminantes com um enorme impacto social e económico. Para além das inundações, tais fenómenos têm impacto negativo relevante nas zonas costeiras por via do da sedimentação da orla marítima, em particular em zonas de dinâmica costeira condicionada por infraestruturas portuárias.

Os municípios da Região fizeram constar, nos devidos planos de gestão, os riscos naturais, os riscos tecnológicos e os mistos mais relevantes nos respetivos espaços geográficos, sendo praticamente unânime a referência aos regimes de precipitação (subcategoria de riscos naturais associados a condições climatéricas adversas), às cheias e as inundações (subcategoria de riscos naturais hidrológicos), aos movimentos de massa em vertente e às erosões costeiras (subcategoria de riscos geodinâmicos externos), aos incêndios florestais (subcategoria de riscos mistos relacionados com a atmosfera.

As comunicações são um dos pontos críticos de muitos projetos de Riscos Naturais concebidos para situações de catástrofe. O 20 de Fevereiro de 2010 foi um exemplo de colapso de comunicações devido essencialmente à rutura de cabos, quebra de energia e saturação das redes convencionais de GSM e de emergência.

A conceção dum sistema de telecomunicações para telemetria em zonas isoladas, de acesso restrito, localizadas em vales profundos, com escarpas íngremes e com riscos elevados de escorregamentos a montante e jusante é, por si só, complexa com poucas garantias de fiabilidade em situações similares ao ocorrido no 20 de Fevereiro. Nesse sentido o projeto do LREC foi sujeitos os diversos cenários e análise de soluções alternativas, nomeadamente redes GSM, fibra ótica, satélite, e redes privadas de radio telecomunicações.

A melhor solução, face aos limites orçamentais, e às características inexpugnáveis da maioria dos locais, e aos custos do tráfego, foi aquela que garantia minimamente a sustentabilidade técnica e financeira do projeto a curto e médio prazo. Nesse sentido, o LREC decidiu construir uma rede de comunicações digital a partir dum mínimo de pontos estratégicos com autonomia energética alimentada por painéis solares e baterias.

A estratégia para a implementação do projeto passou por se conceber e projetar nos 5GHz uma rede de Telecomunicações Digital com um débito garantido de 100Mbs, suficiente para a transmissão de imagens em tempo real e de outros dados de telemetria de diversos sensores instalados ao longo das zonas de risco.”

 

Partilhe este post!